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Publicado em 11 de setembro de 2026 · Dra. Giovana Koptian
Uveíte é uma inflamação dentro do olho. Em pessoas com espondiloartrite, a forma mais típica é a uveíte anterior aguda, que costuma começar de repente em um olho e causar dor, vermelhidão, sensibilidade à luz ou visão embaçada. Esses sintomas precisam de avaliação oftalmológica no mesmo dia.
Nem todo olho vermelho é uveíte. Conjuntivite, lesão da córnea, glaucoma e outras doenças também podem causar vermelhidão. Como algumas ameaçam a visão e o diagnóstico depende do exame do olho, não é seguro diferenciar apenas por foto ou descrição.
A uveíte anterior aguda é uma das manifestações fora das articulações mais conhecidas das espondiloartrites. Ela pode aparecer antes, durante ou depois dos sintomas musculoesqueléticos e pode se repetir. A associação é mais frequente em pessoas com HLA-B27, mas uveíte e espondiloartrite também ocorrem sem esse marcador.
Não. Há causas infecciosas, autoimunes, traumáticas e medicamentosas, e muitos casos permanecem sem causa definida. A investigação reumatológica torna-se especialmente pertinente quando há episódios recorrentes, HLA-B27 positivo ou sintomas como dor lombar inflamatória, artrite, dor no calcanhar, dedo inchado, psoríase ou doença inflamatória intestinal.
O oftalmologista examina a acuidade visual, a pressão ocular e a parte anterior do olho com a lâmpada de fenda. A presença de células inflamatórias ajuda a confirmar o diagnóstico e estimar a intensidade. Dependendo da apresentação, podem ser necessários exame do fundo do olho e testes dirigidos para outras causas.
O tratamento deve ser orientado pelo oftalmologista. Na uveíte anterior não infecciosa, pode incluir colírios corticoides e medicamentos que dilatam a pupila para reduzir dor e prevenir aderências. A escolha, a frequência e a retirada gradual dependem do exame.
Não use colírio corticoide antigo ou emprestado. Ele pode piorar infecções, elevar a pressão ocular e mascarar problemas. Também não interrompa o tratamento por conta própria quando a dor melhora.
A coordenação é importante quando a uveíte é recorrente, grave, afeta os dois olhos, depende repetidamente de corticoide ou se associa a doença inflamatória sistêmica. O controle da espondiloartrite pode reduzir recorrências em alguns pacientes. A escolha do medicamento sistêmico considera coluna, articulações, pele, intestino e olhos; tratamentos com efeitos diferentes não são intercambiáveis.
Sem controle adequado, a inflamação pode causar aderências da íris, aumento ou redução da pressão ocular, catarata, edema na retina e perda visual. O acompanhamento também monitora efeitos do tratamento. A maioria dos episódios tratados rapidamente evolui bem, mas recorrências exigem um plano compartilhado.
Em geral, conjuntivite causa secreção e sensação de areia, enquanto dor intensa, fotofobia e redução visual levantam outras hipóteses. A sobreposição existe; não espere para tentar diferenciar em casa quando houver sinais de alerta.
Sim. Algumas pessoas apresentam o episódio ocular antes da dor lombar ou do diagnóstico reumatológico. Isso não significa que todo paciente com uveíte tenha a doença.
Não. O marcador não é tratado isoladamente. Ele pode orientar a investigação quando há manifestações clínicas compatíveis.
Não é recomendado reiniciar sem exame. Um novo olho vermelho pode ter outra causa, e a dose depende da atividade e da pressão ocular.
Olho vermelho com dor, fotofobia ou visão embaçada em pessoa com suspeita ou diagnóstico de espondiloartrite deve ser avaliado por oftalmologista no mesmo dia. Depois do cuidado ocular imediato, a troca de informações com o reumatologista ajuda a investigar associações e prevenir novas crises.
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Médica — CRM-SP 191118
Reumatologista — RQE 112878
Dra. Giovana Gabriela Koptian é médica, com Residência Médica em Reumatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Clínica Médica pelo Hospital Municipal de Osasco, e graduada pela Universidade Metropolitana de Santos. Possui Título de Especialista e é Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Membro da Comissão de Mídias da Sociedade Brasileira de Reumatologia
Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia
Pós-Graduada em Ultrassonografia Músculo Esquelética pela CETRUS (2024)
Monitora da Pós-Graduação de Ultrassonografia em Reumatologia pela CETRUS (2025-2026)
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